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Transformadores de comando

Monofásicos a seco de 50 a 3.000 VA para painéis e máquinas: primário 220 / 380 / 440 V, secundário 24, 110 ou 220 V — dimensionados para o pico de atração dos contatores.

O que é um transformador de comando

O transformador de comando é um transformador monofásico a seco que alimenta os circuitos de comando e sinalização de painéis elétricos e máquinas: bobinas de contatores e relés, botoeiras, sinaleiros, CLPs, temporizadores, válvulas solenoides e fontes. Ele reduz a tensão de força (220, 380 ou 440 V) para a tensão do comando (24, 110 ou 220 V) e isola galvanicamente o circuito de comando da rede de força.

Diferente de um transformador de força, ele é projetado para suportar o pico de corrente que ocorre quando as bobinas dos contatores são energizadas, sem deixar a tensão cair a ponto de impedir o fechamento.

Modelos e tabela técnica

A linha padrão cobre de 50 a 3.000 VA, com primário multitensão e secundário em 24, 110 ou 220 V. A tabela mostra a corrente nominal disponível no secundário para cada tensão — útil para dimensionar fusíveis e a fiação do comando.

Linha padrão de transformadores de comando Magisa — corrente nominal no secundário por tensão
ModeloPotênciaPrimárioSec. 24 VSec. 110 VSec. 220 V
MGTC-5050 VA220 / 380 / 440 V2,08 A0,45 A0,23 A
MGTC-100100 VA220 / 380 / 440 V4,17 A0,91 A0,45 A
MGTC-150150 VA220 / 380 / 440 V6,25 A1,36 A0,68 A
MGTC-250250 VA220 / 380 / 440 V10,4 A2,27 A1,14 A
MGTC-300300 VA220 / 380 / 440 V12,5 A2,73 A1,36 A
MGTC-500500 VA220 / 380 / 440 V20,8 A4,55 A2,27 A
MGTC-750750 VA220 / 380 / 440 V31,2 A6,82 A3,41 A
MGTC-10001.000 VA220 / 380 / 440 V41,7 A9,09 A4,55 A
MGTC-15001.500 VA220 / 380 / 440 V62,5 A13,6 A6,82 A
MGTC-20002.000 VA220 / 380 / 440 V83,3 A18,2 A9,09 A
MGTC-30003.000 VA220 / 380 / 440 V125,0 A27,3 A13,6 A
Características gerais
TipoMonofásico, a seco, isolador (enrolamentos primário e secundário separados)
Primário220 / 380 / 440 V (ligação por terminais); outras tensões sob projeto
Secundário24 V, 110/127 V ou 220 V; secundário duplo (ex.: 24 V + 110 V) sob projeto
Frequência60 Hz (50/60 Hz sob consulta)
MontagemFixação por parafusos na placa de montagem do painel
TerminaisBornes identificados para primário e secundário
OpcionaisBlindagem eletrostática entre enrolamentos, porta-fusíveis integrados, potências e tensões especiais (sob medida)

Dimensões, peso e curva de potência de pico de cada modelo constam na ficha técnica, enviada com o orçamento.

Onde usar

  • Painéis de comando e CCMs: alimentação das bobinas de contatores, relés e temporizadores.
  • Máquinas e equipamentos industriais: comandos em 24 V para botoeiras, pedais, chaves de segurança e sinalização.
  • Automação: alimentação de CLPs, IHMs e fontes, isolando o comando dos ruídos da rede de força.
  • Válvulas solenoides e atuadores em sistemas pneumáticos e hidráulicos.
  • Quadros de bombas, compressores, HVAC e elevadores.
  • Iluminação interna e tomadas de serviço de painéis.

Por que comando em 24 V

Em máquinas, a NR-12 exige que os circuitos de comando operados pelo trabalhador funcionem em extrabaixa tensão (até 25 V em corrente alternada ou 60 V em corrente contínua). O transformador de comando com secundário de 24 V é a forma mais direta de atender a esse requisito, além de reduzir o risco de choque em botoeiras e pedais.

Como dimensionar um transformador de comando

O erro mais comum é escolher o transformador apenas pela soma das potências das cargas. As bobinas de contatores consomem, no instante em que são energizadas, uma potência de atração várias vezes maior que a potência de retenção (consumo depois de fechadas). Se o transformador não suportar esse pico, a tensão no secundário cai, e o contator não fecha, vibra ou queima a bobina.

Passo a passo

  1. Potência contínua: some a potência de retenção de todas as bobinas que podem ficar energizadas ao mesmo tempo e as demais cargas (sinaleiros, CLP, fontes, solenoides).
  2. Potência de pico: some a potência de atração das bobinas que podem ser energizadas simultaneamente, mais a retenção das que já estão fechadas e as demais cargas.
  3. Escolha: o transformador deve ter potência nominal igual ou maior que a potência contínua e suportar a potência de pico mantendo pelo menos 85% da tensão nominal no secundário — limite abaixo do qual contatores podem não fechar.
Fórmulas
Potência contínuaVAcont = Σ VAretenção + Σ VAoutras cargas
Potência de picoVApico = Σ VAatração (simultâneas) + Σ VAretenção (já fechadas) + Σ VAoutras cargas
Corrente no secundárioI = VA ÷ Vsecundário

Exemplo resolvido

Painel com 2 contatores que fecham juntos (atração de 70 VA e retenção de 10 VA cada), outros contatores já fechados somando 40 VA de retenção, e 60 VA de sinaleiros e CLP:

  • Potência contínua: retenção dos 2 contatores (2 × 10 VA) + 40 + 60 = 120 VA.
  • Potência de pico: 2 × 70 + 40 + 60 = 240 VA.
  • Escolha: um modelo de 150 VA atende a potência contínua, mas é preciso conferir na curva de pico se ele sustenta 240 VA com tensão acima de 85%. Se não sustentar, sobe-se para o modelo seguinte.

Calculadora de transformador de comando

Potências de atração e retenção estão no catálogo do fabricante do contator.

Potência contínua (retenção + cargas)
— VA
Potência de pico (atração)—
Modelo mínimo pela potência contínua—
Validar com a engenharia

O modelo final deve suportar a potência de pico mantendo ao menos 85% da tensão no secundário. Envie o cálculo e a engenharia Magisa confirma pela curva de pico do transformador.

Instalação e proteção

  • Ligação do primário: conecte nos terminais correspondentes à tensão da rede (220, 380 ou 440 V), conforme o diagrama na placa do transformador.
  • Proteção: instale fusível ou disjuntor no primário e no secundário, dimensionados pela corrente nominal da tabela e pela corrente de magnetização na energização.
  • Aterramento do secundário: é prática recomendada aterrar um dos polos do secundário (polo comum do comando). Assim, uma falha à terra no comando provoca a atuação da proteção, em vez de acionar um contator indevidamente.
  • Montagem: fixe em superfície firme, longe de fontes de calor e com espaço para ventilação; respeite a temperatura interna do painel.
  • Fiação: use seção de cabo compatível com a corrente do secundário e mantenha a fiação de comando separada da de força.

A instalação deve ser feita por profissional habilitado, conforme a NBR 5410 e as normas aplicáveis à máquina ou ao painel.

Como especificar ou pedir

Para um orçamento rápido e sem idas e vindas, informe:

  • Tensão do primário (rede): 220, 380, 440 V ou outra
  • Tensão do secundário: 24, 110, 220 V ou duplo
  • Potência contínua e potência de pico calculadas (ou a lista de contatores)
  • Frequência (60 ou 50 Hz) e espaço disponível no painel
  • Opcionais: blindagem, porta-fusíveis, quantidade e prazo

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre transformador de comando e transformador isolador comum?

Ambos isolam o secundário do primário, mas o transformador de comando é dimensionado para suportar o pico de corrente da atração das bobinas de contatores e relés mantendo a tensão adequada, o que garante o fechamento correto dos contatores.

Qual tensão de secundário usar no comando?

Em máquinas, 24 V é o mais indicado por atender à exigência de extrabaixa tensão da NR-12 nos dispositivos operados pelo trabalhador. Em painéis de distribuição e CCMs também são comuns 110 V e 220 V.

Por que o contator não fecha mesmo com transformador da potência certa?

Provavelmente o transformador não suporta a potência de pico da atração das bobinas e a tensão cai abaixo de cerca de 85% da nominal. É preciso dimensionar pela potência de pico, não só pela potência contínua.

Posso ligar o mesmo transformador em 220, 380 e 440 V?

Sim. A linha padrão tem primário multitensão: basta ligar nos terminais correspondentes à tensão da rede, conforme o diagrama do transformador.

Vocês fazem transformador de comando com dois secundários?

Sim. Sob projeto, fornecemos secundários duplos, como 24 V e 110 V, e outras tensões e potências especiais.

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